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Inquérito CSEM 2007/08

No seguimento do inquérito efectuado ao curso, transcrevemos as conclusões da análise ao mesmo, que constam do relatório elaborado pelo núcleo e enviado às entidades competentes de CSEM, ESE e IPL.

«O ano lectivo que agora termina foi, tal como se previa, propicio a algum desconforto, geral, consequência da implementação do Processo de Bolonha. A análise que fazemos é que, exceptuando situações pontuais, houve, de uma forma geral, a flexibilidade possível, tanto da parte dos alunos, como dos docentes e não‐docentes. Contudo, não podemos deixar passar em claro a penalização que o arrastar deste processo trouxe, sobretudo aos alunos que iriam iniciar o 4º ano.

Para além das reflexões necessárias a esta matéria, outras há, antecedentes a Bolonha, que continuam a merecer atenção. Assim, pela importância que representam, solicitamos a máxima atenção aos seguintes pontos:

a) Espaços. Tem sido recorrente, sobretudo nas unidades curriculares de Inglês I e II (e não só), salas demasiado pequenas para as turmas em questão. Lembramos que, em 2006/07, houve casos de alunos que tiveram que “assistir” às aulas no corredor (!), situação que não foi convenientemente rectificada em 2007/08. Por outro lado, os espaços disponíveis para os alunos estudarem e/ou realizarem trabalhos, são claramente escassos, para a quantidade de alunos matriculados na ESEL;

b) Material. A área de multimédia continua a ser a mais penalizada, sobretudo no que toca a material disponível. Câmaras de filmar, computadores e respectivo software, são os mais apontados;

c) Turmas e/ou turnos. Na sequência dos pontos anteriores, entendemos que deverá ser feita, antecipadamente, uma análise rigorosa dos alunos por unidade curricular, principalmente naquelas que pressupõe utilização de salas com computadores e outros materiais, nomeadamente, audiovisuais;

d) Delegados de turma/núcleo de curso. Deverá ser reforçada a comunicação entre estes órgãos e os docentes e coordenação de curso, no sentido de, rapidamente, serem solucionadas questões que se levantem, como a demorada ausência de docentes em determinadas unidades curriculares, como se verificou em 2007/08, com claro prejuízo para os alunos;

e) Horário pós‐laboral. Um ano depois de CSEM ter tido a sua primeira turma, em 2008/09, logicamente que serão duas. Portanto, requerem uma atenção especial a vários níveis. Estas turmas são compostas, na sua esmagadora maioria, por trabalhadores‐estudantes, alguns deles residentes fora do município de Leiria.

Portanto, consideramos ser desadequado o início das aulas pelas 18h00. Entendemos ainda que o método de avaliação deveria igualmente ser repensado para estes casos, nomeadamente, fortalecendo a componente de avaliação contínua. Noutro âmbito, iremos dar conta à Associação de Estudantes, para a necessidade de ampliar o horário da reprografia, precisamente para não penalizar os referidos alunos;

f) Alunos Erasmus. Para clara melhoria do acolhimento a estes alunos, deverá ser revista a comunicação entre IPL, ESEL, coordenação de curso e núcleo de curso. Verificámos, este ano lectivo, que alguns alunos começaram a frequentar determinadas unidade curriculares, sem que as respectivas turmas fossem alertadas para esse facto. Por conseguinte, para ajudar na sua integração, propomos que, quando se verifique, seja preparado, da melhor forma, o acolhimento a esses alunos, por parte da coordenação de curso, docentes, delegados de turma e núcleo de curso;

g) Unidades curriculares (línguas). Atendendo à discrepância de conhecimentos que habitualmente se verifica nas unidades curriculares de línguas, nomeadamente, Inglês e Francês, entendemos que os métodos de avaliação devem ser, continuamente analisados. Por vezes os docentes assumem que determinada turma está, por exemplo, num nível médio, o que leva a que alunos com mais dificuldades fiquem para trás, provocando, como já sucedeu, fenómenos de desmotivação e absentismo;

h) Ramos. A divisão por ramos não foi, e continua a não ser, pacifica. Os alunos dividem‐se, sendo que a maioria continua a pretender o antigo modelo. Um ponto que merece urgente reflexão, sobretudo porque, após sondagem feita pelo núcleo junto dos alunos que terminaram, em 2007/08, o 2º ano, verificámos que apenas uma minoria pretende escolher um dos ramos – Produção Multimédia –, pelo que se prevê que este poderá não ter o número mínimo de alunos exigido (15). Por outro lado, esta área contínua a ser identificada pelos alunos como aquela que levanta mais problemas, não só do ponto de vista cientifico, como pedagógico, com reflexos nos comportamentos de adaptação a estágio, como já referido anteriormente. Já na área de comunicação, surgiram algumas sugestões – que entendemos pertinentes – que se prendem com ampliar o leque formativo, nomeadamente, no que toca a comunicação empresarial ou jornalismo de investigação;

i) Oficinas. À semelhança do que já sucede com a rádio IPLay e o jornal Akadémicos, é importante melhorar, continuamente, a qualidade destes espaços, como também criar novos, no âmbito das anunciadas saídas do curso. Tal como sugerido, uma TV Escola e/ou uma plataforma online que absorva todos os conteúdos abordados, e a abordar, pelo curso, nomeadamente, texto, imagem e áudio (comunicação social + multimédia);

j) Mercado de trabalho. Nenhum estabelecimento quererá formar para o desemprego. Mesmo que este fenómeno não dependa exclusivamente das instituições de ensino ou cursos, entendemos que, sendo este privilegiado pela componente de comunicação, deveria de ser estabelecido, numa perspectiva consultiva, diálogo regular com as empresas‐alvo dos formandos do CSEM. Este procedimento potenciaria não só a adaptação formativa do curso à realidade do mercado de trabalho, como também a exploração de futuros locais para estágios curriculares, e não‐curriculares, bem como de potenciais empregadores de licenciados do CSEM;

k) Coordenação/núcleo de curso. Potenciar a cooperação entre os dois órgãos só trará benefícios para o curso. Entendemos, por isso, que apesar de o núcleo de curso ser um órgão que existe, neste momento, a título voluntarioso, que deverá ser apoiado por todos as unidades orgânicas da ESEL. Entendemos ainda que, dada a relevância desta cooperação, que deverão ser efectuados todos os esforços para que não só CSEM, mas todos os cursos, tenham o seu núcleo. Para um curso, uma escola, um instituto e um país melhores.

Assim, e atendendo ao disposto nos novos Estatutos do IPL (Secção II; Subsecção V; Artigo 77.º), apresentamos o presente relatório, a partir do qual esperamos que sejam tomadas as medidas necessárias, tendo como objectivo reforçar, cada vez mais, a qualidade de ensino.

(APROVADO por unanimidade)»

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  • # Blogger Mário Ventura

    Quem fala assim não é gago... é chato!

    A intenção é boa mas de boas intenções está o inferno cheio!

    As atitudes vão ser as mesmas, as decisões tomadas irão continuar a ser em prejuízo do aluno.

    Bem sei que falar é fácil, sobretudo para um ex-CSEM, mas ao menos vou tirando o pó à caixa de comentários deste blogue.  

  • # Blogger PJ

    Pelo menos não nos podem acusar de passividade. E acredita que um simples inquérito deu uma valente trabalheira. Estamos a falar de um inquérito de cinco páginas x 114 inquiridos. Foi muito dado para analisar.

    Para já, sabemos que as entidades competentes analisaram o relatório de 17 páginas e inclusivamente as “instâncias superiores” requereram medidas. Portanto, o que se pode dizer é que tudo isto “não caiu em saco roto”.  

  • # Blogger Mário Ventura

    E ainda bem Pedro...

    Sou dos que sempre apoiou o núcleo e inclusivamente fiz parte da AE que avançou para esse projecto.

    De fora é fácil falar, bem sei, mas também não me podem acusar de passividade, deito sempre um olhar ao que se vai passando através deste canal previlegiado que é o blogue.  

  • # Blogger PJ

    E fazes bem. CSEMista um dia, CSEMista toda à vida :)  

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