<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d35570090\x26blogName\x3dCSEMistas\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://csem-esel.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://csem-esel.blogspot.com/\x26vt\x3d3397110344185270461', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>


A última defesa de Bento

Meu querido amigo Bento, ainda não consegui conter as lágrimas, não dormi, mas estive bem sossegado durante a noite a reviver todos aqueles momentos mágicos que protagonizaste…

Foi um filme da tua história, aquela que nos contaste em primeira pessoa num célebre jantar, em Marrazes, em que estavas acompanhado por outro monstro do futebol, Carlos Mozer. Na tua humildade e sem vedetismo, porque sempre foste um operário, fizeste estremecer os nossos corpos, quando relembrámos aquela exibição em Glasgow ao serviço da Selecção Nacional, em que pela imprensa inglesa foste apelidado de sobrenatural; a fractura do perónio no Mundial do México, num treino, em que tu, com raça e coragem, endireitaste com as próprias mãos a perna que estava virada ao contrário; aquela sutura de 30 pontos na cabeça, em Famalicão, e mesmo assim continuaste a jogar...

As histórias que contavas das boleias aos meninos do Barreiro, eles os teus filhos bem queridos, Carlos Manuel, Diamantino, António Bastos Lopes, aos quais ensinaste a mística e o que era ser Benfica. Tudo isto foi contado quando ainda estávamos nos aperitivos, depois ao jantar a tua boa disposição, um verdadeiro contador de histórias da vida, porque antes de chegares ao estrelato sofreste muito. Mas foi com esse espírito de sofrimento que pautaste a tua forma de estar na sociedade e no desporto. Foi com tudo isto que conseguias crescer no teu 1,78 m, e voavas como fosses um autêntico pássaro.

Os verdadeiros homens ressuscitam e estão sempre presentes nos nossos corações, tu meu amigo Manuel Bento, não partiste, fizeste só um pequeno interregno na tua vida, também necessitas de descansar em paz, mas prometo-te que nos vamos reencontrar no Paraíso da Luz, e nessa Catedral que vais preparar para todos nós, benfiquistas e desportistas, vamos encher as bancadas e conseguir ressuscitar o inferno no verdadeiro Paraíso da Luz que tu tanto admiravas. Até um dia destes, meu amigo.

[Carlos Simões]

Etiquetas: ,

« Home | Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »

  • # Blogger CSEMistas

    Obrigado Carlos pelo contributo (voluntário). Que mais CSEMistas possam ter iniciativas como esta. Afinal de contas, este espaço é deles.  

  • » Enviar um comentário